A menopausa precoce é o encerramento da fase reprodutiva feminina antes dos 45 anos. Algo que, em geral, só acontece a partir dos 45.
Ainda que seja rara, estima-se que ela afete entre 1 a 4% das mulheres, podendo estar relacionada a fatores genéticos, doenças autoimunes, cirurgias, infecções ou hábitos de vida.
Vamos, então, entender suas causas, sintomas e formas de tratamento para lidar melhor com essa nova fase!
O que é a menopausa precoce?
A menopausa precoce ocorre quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 45, já que a menopausa natural acontece entre os 45 e 55 anos.
Isso significa que há uma interrupção na liberação de óvulos e na produção dos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona.
Com essa queda hormonal, o ciclo menstrual se torna irregular e, com o tempo, cessa completamente.
Nesta fase, é comum observar longos intervalos entre as menstruações, sangramentos leves e alguns sintomas desconfortáveis, como ondas de calor, insônia, irritabilidade e secura vaginal.
Além disso, algumas mulheres podem ter um impacto emocional muito grande ao descobrirem que estão em menopausa precoce, já que algumas ainda podem desejar engravidar.
Por isso, o acompanhamento com ginecologista e endocrinologista é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Por que a menopausa precoce acontece?
As causas da menopausa precoce são diversas e nem todas são totalmente compreendidas.
Em muitos casos, acontece uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais que afetam o funcionamento dos ovários.
Bem como, a redução do número de folículos ovarianos ou a resposta inadequada dos ovários aos hormônios reprodutivos são as principais responsáveis pela interrupção da ovulação.
Como consequência, o corpo feminino diminui a produção de estrogênio. O que desencadeia os sintomas típicos da menopausa.
Além disso, entre as causas mais comuns, há também as anomalias genéticas, como a síndrome de Turner e a síndrome do X frágil, que comprometem a formação e o funcionamento dos ovários.
Também é possível que doenças autoimunes causem o problema. Elas ocorrem quando o sistema imunológico passa a atacar os próprios ovários, comprometendo sua capacidade produtiva.
No mais, outros fatores, como tratamentos oncológicos (quimioterapia e radioterapia), cirurgias ginecológicas, infecções virais e exposição a toxinas, também estão entre os gatilhos conhecidos.
Por fim, vale lembrar que o histórico familiar é outro fator de risco. Logo, mulheres cujas mães ou avós tiveram menopausa precoce devem conversar com o ginecologista e fazer acompanhamento hormonal regular.
Sintomas de menopausa precoce
Os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa natural, mas podem surgir de forma mais intensa e repentina.
Neste contexto, os fogachos (ondas de calor) e os suores noturnos são os sinais mais típicos.
Além disso, a irregularidade menstrual pode ser um dos primeiros indícios, seguida pela diminuição da libido, ressecamento vaginal, enxaqueca, dificuldade para dormir e fadiga constante.
Bem como, a baixa produção de estrogênio pode provocar redução da massa óssea, aumentando o risco de osteoporose.
Podendo também haver alterações no metabolismo, que favorecem o ganho de peso e o acúmulo de gordura abdominal.
Outro ponto importante é a saúde emocional da mulher, já que a flutuação hormonal pode causar ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos.
Como lidar com os desconfortos da menopausa?
Há muitas formas de minimizar os sintomas da menopausa, desde naturais até farmacológicas.
Neste caso, o tratamento é individualizado e pode incluir reposição hormonal, ajustes no estilo de vida e acompanhamento psicológico.
Reposição hormonal
A terapia de reposição hormonal (TRH) é a principal maneira de aliviar os sintomas e reduzir os riscos de doenças ósseas e cardiovasculares.
Contudo, ela deve ser prescrita e monitorada por um especialista, levando em conta o histórico clínico e familiar da paciente.
Mudanças na alimentação
Além do tratamento médico, é importante adotar uma alimentação mais saudável. Logo, você deve priorizar frutas, verduras, legumes e cereais integrais, já que eles ajudam a equilibrar o metabolismo.
Assim como, alimentos ricos em fitoestrógenos, como a soja, favorecem o equilíbrio hormonal.
Exercício físico regular
É essencial praticar exercício físico regularmente, porque estimula a produção de endorfinas, que melhoram o humor, fortalecem os ossos e ajudam no controle do peso saudável.
Sono adequado
O descanso adequado regula o metabolismo e reduz o estresse, que é muito comum na menopausa.
Sabemos que esta fase é propícia a provocar insônia por si só, porém alguns hábitos podem melhorar a qualidade do sono.
Sendo assim, evite cafeína à noite, crie uma rotina relaxante antes de deitar, aposte em chás calmantes e limite o uso de telas antes de dormir.
Cuidado com a saúde mental
É muito importante buscar formas de cuidar da saúde emocional para acolher este momento delicado com mais leveza.
Desse modo, algumas práticas como meditação, técnicas de respiração consciente e hobbies relaxantes ajudam a aliviar a ansiedade e a fortalecer a autoestima.
Bem como, participar de grupos de apoio ou conversar com outras mulheres que vivem o mesmo momento pode trazer mais conforto.
Por último, é importante cultivar o autocuidado diário; cuidar da aparência, reservar momentos para o lazer e celebrar as conquistas pessoais.
Quando procurar o médico?
O ginecologista e o endocrinologista devem ser consultados sempre que houver irregularidade menstrual por mais de três meses, sintomas intensos e/ou histórico familiar de menopausa precoce.
Neste contexto, o diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de hormônios como FSH, LH e estrogênio.
Ressaltamos que o acompanhamento médico é necessário não apenas para confirmar o diagnóstico, mas também para orientar o melhor tratamento e monitorar possíveis complicações, como infertilidade, osteopenia ou doenças cardiovasculares.
Quando é preciso ter acompanhamento psicológico?
O diagnóstico da menopausa precoce pode gerar medo, frustração, baixa autoestima e perda de identidade, principalmente quando a mulher ainda queria engravidar.
Nesses casos, o acompanhamento psicológico é importante para lidar com o impacto emocional dessa transição.
O ideal é buscar apoio logo após o diagnóstico, ou assim que os sintomas emocionais começarem a interferir na rotina.
Em muitos casos, a psicoterapia ajuda a compreender e aceitar o novo momento, fortalecendo a autoconfiança e desenvolvendo estratégias para enfrentar a ansiedade, a irritabilidade e possíveis sintomas depressivos.
Referências
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MUSTAFA, M. M.; SOUZA, E. P. P.; SENA, A. B. Menopausa precoce no Brasil: uma revisão bibliográfica integrativa. Research, Society and Development, v. 10, n. 14, p. 1-8, 2021.
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