O ômega 3 para gestante é um dos suplementos mais importantes na gravidez. Uma vez que ele diminui o risco de complicações e atua no desenvolvimento cerebral e visual do bebê.
Por isso, a Vhita trouxe este material para você entender a importância do ômega 3 para gestante, quais os benefícios e como tomar. Veja!
O que é ômega 3 e por que ele é essencial na gravidez?
O ômega 3 é uma classe de gorduras boas que nosso organismo não produz sozinho. Desse modo, ele precisa ser obtido pela alimentação ou suplementação, precisando de ainda mais atenção durante a gravidez.
Dentre seus principais componentes, o DHA (ácido docosahexaenoico) e o EPA (ácido eicosapentaenoico) se destacam por terem funções vitais para a formação do sistema nervoso e da visão do bebê.
Além disso, eles ajudam a proteger o coração, reduzem inflamações e equilibram os hormônios da mãe.
Os 5 maiores benefícios do ômega 3 na gestação
Além de auxiliar no desenvolvimento do bebê, o ômega 3 também favorece a saúde da mãe. Veja seus principais benefícios na gestação:
1. O papel chave no neurodesenvolvimento cerebral do feto
O DHA é um dos principais componentes do cérebro e está envolvido na formação das células nervosas.
Sendo assim, ele é importante sobretudo durante o primeiro e o último trimestre da gestação, já que o cérebro do bebê está em intenso desenvolvimento.
2. Formação da retina e desenvolvimento visual
O DHA também é essencial para a saúde dos olhos, porque ele faz parte dos fotorreceptores da retina, os quais são estruturas que captam a luz e a transformam em imagem.
Por isso, a ingestão adequada durante a gravidez favorece o desenvolvimento visual do bebê e pode reduzir o risco de problemas oculares na infância.
3. Redução significativa do risco de parto prematuro
Outro benefício importante do ômega 3 para gestante é a redução do risco de parto prematuro.
Neste caso, alguns estudos mostram que a suplementação adequada pode regular substâncias inflamatórias e melhorar o fluxo sanguíneo na placenta, favorecendo uma gestação mais segura.
4. Proteção contra alergias e asma na infância
Bebês de mães que consomem ômega 3 durante a gravidez de forma adequada demonstram menor chance de desenvolver alergias e asma nos primeiros anos de vida, segundo algumas pesquisas.
Isso acontece porque o nutriente atua na modulação do sistema imunológico do bebê, fortalecendo suas defesas desde cedo.
5. Saúde da mãe: prevenindo a depressão pós-parto
O ômega 3 ajuda a reduzir inflamações cerebrais e a melhorar a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar.
O que diminui o risco de depressão pós-parto e melhora o humor e a disposição tanto na gestação como no pós-parto.
DHA vs. EPA: a diferença que toda gestante precisa saber
Os principais componentes do ômega 3 são o DHA e o EPA, mas cada um tem funções específicas na gravidez. Entenda:
DHA (ácido docosahexaenoico)
O DHA (ácido docosahexaenoico) é o responsável direto pelo desenvolvimento cerebral, nervoso e visual do bebê.
Isso porque ele participa da formação das células cerebrais e da retina da criança. Enquanto para a mãe, ele melhora a concentração, o raciocínio e a memória durante a gravidez, e também previne a depressão pós-parto.
EPA (ácido eicosapentaenoico)
O EPA (ácido eicosapentaenoico) exerce uma importante ação anti-inflamatória na gestação.
Visto que ele melhora a circulação, ajuda a controlar o colesterol e a pressão arterial, diminui o risco de parto prematuro e contribui para o equilíbrio do humor da mãe.
Por que a gestação exige mais DHA do que EPA?
Ainda que ambos sejam necessários, a gestação exige maior concentração de DHA do que de EPA.
Isso porque o DHA é o principal nutriente usado pelo corpo para a formação do cérebro e da visão do bebê.
Como escolher o melhor ômega 3 para gestante: checklist de 4 passos
A seguir, mostraremos o que observar no rótulo antes de comprar o ômega 3 para gestante:
1. Concentração: foque no "DHA" (não no ômega 3 total)
O ideal é que o suplemento tenha uma boa quantidade de DHA por dose. Inclusive, preferencialmente que possua mais DHA do que EPA.
Como falamos acima, esse é o tipo de ômega 3 mais exigido durante a gestação e o que traz mais benefícios para o bebê.
2. Pureza: exija selos de qualidade
Se for extraído de peixes de águas poluídas, o ômega 3 pode ser contaminado por metais pesados, como chumbo e mercúrio.
Por isso, escolha marcas com certificação internacional, como o selo IFOS, que garante pureza, segurança e alta concentração do produto. A Vhita é um bom exemplo de marca certificada.
3. Absorção: prefira a forma de triglicerídeos
O ômega 3 pode ser produzido em duas formas químicas: EE (éster etílico) ou TG (triglicerídeos).
Neste caso, a forma TG é a mais natural e de melhor absorção para nosso corpo, sendo a mais indicada para gestantes.
4. Segurança: verifique a ausência de metais pesados
Por fim, sempre confira se o suplemento é livre de metais pesados e outras substâncias tóxicas. Geralmente, essa informação aparece no rótulo do suplemento ou no site do fabricante.
Qual a dosagem de ômega 3 (DHA) recomendada para grávidas?
A dosagem de ômega 3 para gestante deve ser ajustada individualmente, conforme orientação do obstetra ou nutricionista.
No entanto, em geral, as recomendações giram entre 1 e 3 g de ômega 3 por dia, com ênfase no DHA.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que adultos consumam pelo menos 250 mg de EPA e DHA diariamente, mas gestantes podem se beneficiar de doses maiores, desde que não ultrapassem 2 g por dia.
Alimentação vs. suplementação
Os alimentos ricos em ômega 3 são o salmão, sardinha, atum, cavala, arenque, chia e linhaça.
Porém, na gravidez, é difícil atingir a dose ideal apenas com a alimentação, sendo necessário a suplementação.
Além disso, muitos peixes podem apresentar metais pesados por conta da contaminação das águas salgadas. O que exige ainda mais cuidado.
Por isso, a suplementação é uma forma segura e prática de garantir que mãe e bebê recebam as quantidades adequadas de ômega 3.

Perguntas frequentes (FAQ) sobre ômega 3 na gestação
Confira a seguir as principais dúvidas em relação a suplementação de ômega 3 na gestação:
Quando devo começar a tomar ômega 3 na gravidez?
O ideal é iniciar o uso antes da gravidez para criar estoques no organismo. Mas, se a gestação já começou, o suplemento deve ser introduzido o quanto antes, com acompanhamento médico.
Posso continuar tomando ômega 3 durante a amamentação?
Sim. O ômega 3 continua sendo importante após o parto, pois ajuda na recuperação da mãe e melhora a composição do leite materno.
Existe ômega 3 vegano para gestantes?
Sim. Há suplementos de ômega 3 produzidos a partir de óleo de algas ou linhaça, recomendados para quem não consome produtos de origem animal.
Tomar ômega 3 na gravidez tem contraindicação ou efeito colateral?
Quando usado nas doses recomendadas, o ômega 3 é seguro. No entanto, o principal cuidado é escolher marcas com certificação de pureza e seguir sempre as orientações do médico ou nutricionista.
Referências
MARQUES, M. B. C.; LEÃO, P. B. D.; SILVA, O. M. S. Ômega 3 na gestação e seus benefícios. Femina, v. 46, n. 1, p. 54-55, 2018.
POLITANO, C. A.; BERROA, J. L. Ácidos graxos ômega 3 e fecundação, gravidez e amamentação. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. v. 42, n. 3, p. 160-164, 2020.
SCHACKY, C. Omega-3 Fatty Acids in Pregnancy—The Case for a Target Omega-3 Index. Nutrients, v. 12, n. 898, p. 1-12, 2020.
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