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Síndrome dos ovários policísticos (SOP): sinais, sintomas e tratamento

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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade fértil.

Ela provoca diversas alterações no corpo feminino que afetam o ciclo menstrual, a fertilidade e o metabolismo.

Por isso, preparamos este conteúdo para te mostrar o que é a SOP, quais são seus sintomas e como funciona o tratamento. Confira!

O que é a síndrome dos ovários policísticos (SOP)?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal que afeta a maneira como os ovários funcionam.

Normalmente, os ovários liberam um óvulo por mês, em um processo natural chamado ovulação.

Porém, na SOP, há um desequilíbrio na produção de hormônios, principalmente um aumento dos andrógenos (hormônios tipicamente masculinos).

O que pode desregular a ovulação e causar o aparecimento de pequenos cistos nos ovários.

No entanto, esses cistos não são perigosos e nem sempre aparecem em todos os casos. Assim, o que realmente caracteriza a síndrome é o conjunto de sintomas hormonais e metabólicos que ela provoca, como irregularidades menstruais, acne e ganho de peso.

Geralmente, a condição costuma ser diagnosticada entre os 15 e 40 anos e requer acompanhamento médico constante.

Uma vez que os seus efeitos podem interferir tanto na saúde reprodutiva quanto no bem-estar da mulher.

Como a SOP funciona?

As alterações hormonais começam quando o corpo feminino passa a produzir níveis excessivos de andrógenos.

Isso interfere no amadurecimento dos folículos ovarianos e impede que os óvulos sejam liberados corretamente. O que gera acúmulo de folículos nos ovários e desregula todo o ciclo menstrual.

Além disso, a resistência à insulina está bem relacionada com a doença. Uma vez que a SOP faz com que o corpo não use este hormônio adequadamente.

O que aumenta os níveis de insulina no sangue e estimula os ovários a produzirem ainda mais andrógenos.

Toda essa combinação cria um ciclo que agrava os sintomas e aumenta o risco de complicações como obesidade, hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e esteatose hepática não alcoólica.

Quais os sinais e sintomas de SOP?

Os sintomas da síndrome dos ovários policísticos podem variar de mulher para mulher, porém há alguns sinais típicos que merecem atenção.

O mais comum é a irregularidade menstrual, que pode se manifestar com atrasos, fluxo intenso ou ausência de menstruação.

Além disso, é comum perceber o aumento de pelos em algumas regiões como rosto, abdômen e seios.

Outro sintoma frequente é o surgimento de acne resistente, geralmente concentrada no queixo, mandíbula e costas.

Bem como, também é comum o ganho de peso, especialmente na região abdominal, associado à resistência à insulina. Este é um dos fatores que aumenta o risco de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Em alguns casos, há ainda aumento da pressão arterial, colesterol/triglicerídeos alto e queda de cabelo em padrão semelhante aos homens.

No mais, muitas mulheres com SOP também costumam enfrentar dificuldade para engravidar, já que a ovulação pode não ocorrer regularmente.

O que pode causar a SOP?

Infelizmente, ainda não se sabe a causa em si para a síndrome dos ovários policísticos, mas a ciência reconhece que fatores genéticos, ambientais e hormonais podem estar envolvidos.

Dentre os riscos, as mulheres com histórico familiar de SOP ou de diabetes têm maior chance de desenvolver a condição.

Como identificar corretamente?

O diagnóstico da SOP é clínico e laboratorial. Neste caso, o médico, geralmente um ginecologista ou endocrinologista, avalia os sintomas e o histórico menstrual e familiar da paciente.

Em seguida, ele solicita exames de sangue para medir os níveis hormonais, como testosterona, estrogênio, progesterona e insulina.

Além disso, a ultrassonografia transvaginal é outro exame importante, porque permite observar se há aumento do volume ovariano ou a presença de múltiplos folículos, que geram os cistos.

Contudo, ressaltamos que nem todas as mulheres com SOP apresentam cistos visíveis, e sua ausência não exclui o diagnóstico.

Visto que o diagnóstico é confirmado quando há pelo menos dois dos três critérios do chamado “consenso de Roterdã”: irregularidade menstrual, sinais clínicos ou laboratoriais de excesso de andrógenos e ovários policísticos detectados por imagem.

Como funciona o tratamento?

A síndrome dos ovários policísticos não tem cura definitiva, mas o tratamento adequado é capaz de controlar os sintomas, regular os hormônios e evitar as complicações a longo prazo.

Com isso, a abordagem deve ser individualizada, levando em conta as necessidades e objetivos de cada mulher.

No geral, para regular o ciclo menstrual e reduzir o excesso de andrógenos, é comum o médico indicar uso de anticoncepcionais hormonais.

Isso ocorre pois eles ajudam a controlar a acne, o crescimento de pelos e a prevenir a formação de novos cistos.

Já para mulheres que desejam engravidar, o médico pode indicar medicamentos que estimulam a ovulação.

Além dos medicamentos, a mudança de hábitos é essencial para reduzir os sintomas da SOP e melhorar a sensibilidade à insulina.

Sendo assim, é muito importante praticar exercício físico regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e manter o peso corporal saudável.

Nutrição e SOP: qual a relação?

A alimentação tem papel especial no manejo da síndrome dos ovários policísticos, pois ajuda a controlar o metabolismo, a equilibrar os hormônios e a prevenir doenças associadas, como diabetes e obesidade.

Desse modo, é necessário dar preferência a alimentos com baixo índice glicêmico, como grãos integrais, verduras, legumes e frutas com casca, porque eles evitam os picos de glicose e mantêm os níveis de insulina estáveis.

Já as leguminosas, como feijão, grão-de-bico, ervilha, soja e lentilha, são ótimas fontes de fibras e proteínas vegetais, que ajudam na saciedade e no controle hormonal.

Além disso, inclua também frutas vermelhas, como amora e framboesa na dieta, porque elas contêm antocianinas, que são compostos antioxidantes que reduzem inflamações e melhoram a sensibilidade à insulina.

Por outro lado, evite ao máximo os alimentos ultraprocessados, refrigerantes, doces e farinhas refinadas, porque eles aumentam a resistência à insulina e agravam os sintomas da SOP.

Referências

ALVES, M. L. S. et al. Síndrome de ovários policísticos (SOP), fisiopatologia e tratamento, uma revisão. Research, Society and Development, v. 11, n. 9, p. 1-12, 2022.

ANDRADE, T. F. R. et al. Abordagem terapêutica da Síndrome dos Ovários Policísticos: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 6, p. 1-7, 2022.

PENA, V. S. et al. Uma análise sobre as características da síndrome dos ovários policísticos: uma revisão de literatura. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 4, p. 1-7, 2022.

 

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