Remédio ou suplementos: qual a diferença entre eles?

Remédio ou suplementos: qual a diferença entre eles?

Se você faz parte do grupo de pessoas que priorizam o autocuidado e a prevenção de doenças, certamente já usou, usa ou está pensando em inserir um suplemento na sua rotina.

Mas, com tantas opções disponíveis, fica a dúvida sobre o que é remédio ou suplementos. Por isso, preparamos este conteúdo para lhe explicar a diferença entre eles, e quando utilizar cada um. Veja!

Qual a diferença entre remédio ou suplementos?

Suplemento

Os suplementos alimentares são formulados com o objetivo de complementar a alimentação, fornecendo nutrientes como vitaminas, minerais, proteínas, gorduras, carboidratos e fibras.

Eles são regulados pela ANVISA, possuindo composições controladas para garantir a segurança do consumidor.

Desse modo, os suplementos alimentares servem para preencher as carências na alimentação diária, que por vezes não conseguimos suprir, seja pela rotina corrida, preferências alimentares ou situação socioeconômica.

Além disso, alguns grupos específicos, como gestantes, atletas, praticantes de exercício físico e idosos, são mais suscetíveis a precisarem de suplementação.

Então, por exemplo, um suplemento de magnésio pode ser utilizado para melhorar as funções do cálcio no organismo, mas não deve ser divulgado como um tratamento para doenças ósseas.

Remédio

Diferentemente dos suplementos, os remédios têm uma finalidade terapêutica clara e são produzidos para tratar, curar ou prevenir doenças.

Eles são rigorosamente regulamentados, sendo aprovados pela ANVISA com base em estudos robustos de eficácia e segurança.

Dessa forma, os medicamentos são prescritos por médicos para uma variedade de situações, desde doenças crônicas até infecções agudas.

Eles podem incluir antibióticos para infecções bacterianas, analgésicos para alívio da dor, e até vitaminas e minerais para tratamentos específicos de doenças como diabetes, hipertensão e osteoporose.

Antigamente, a distinção entre remédio ou suplementos era baseada na quantidade de nutrientes presentes nos produtos. Onde era considerado um medicamento aquele com doses acima de 100% dos valores diários recomendados.

No entanto, desde que a legislação foi atualizada em 2018, a principal diferença está na finalidade de uso, exigindo que os medicamentos tenham uma indicação terapêutica estabelecida e comprovada.

Quais os riscos dos suplementos?

Os suplementos alimentares podem oferecer benefícios, mas também têm riscos potenciais importantes.

Entre eles, existe o fato de que muitos produtos carecem de pesquisas sólidas que comprovem seus benefícios para a saúde.

Assim como, o uso inadequado ou em excesso de certos suplementos pode provocar efeitos colaterais ou até mesmo toxicidade hepática ou renal.

Além disso, alguns produtos podem estar contaminados por substâncias nocivas como metais pesados ou medicamentos não declarados.

Por isso, o ideal é priorizar suplementos de marcas renomadas e recomendadas por profissionais de saúde.

Isso ajuda a garantir a qualidade do suplemento, diminui os riscos de contaminações e aumenta a confiança no produto.

Quais os riscos dos remédios?

Embora sejam utilizados para tratar doenças, os remédios também apresentam riscos significativos.

Entre os principais estão os efeitos colaterais, que podem variar de leves a graves, como reações alérgicas severas.

Além disso, os medicamentos podem interagir de maneira adversa uns com os outros, comprometendo a sua eficácia ou aumentando os riscos à saúde.

Bem como, é necessário ter uma atenção redobrada para evitar o uso excessivo. Por exemplo, altas doses de vitaminas lipossolúveis podem ser prejudiciais, causando toxicidade em alguns casos.

Mitos e verdades sobre remédio ou suplementos

Separamos, abaixo, os principais mitos e verdades quando o assunto é: remédio ou suplementos. Confira e tire ainda mais as suas dúvidas!

Nem todo mundo precisa tomar suplementos

VERDADE! A maioria dos nutrientes pode ser obtida através de uma alimentação equilibrada.

Por isso, a necessidade de suplementação varia de pessoa para pessoa e depende de diversos fatores, como estilo de vida, alimentação, casos de saúde específicos e até mesmo fatores genéticos.

Suplementos alimentares não têm efeitos colaterais

MITO! Apesar dos suplementos serem derivados de fontes naturais, eles podem causar efeitos colaterais, interações medicamentosas e alergias.

No geral, os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e dor de cabeça.

Remédios genéricos não são tão eficazes

MITO! Os genéricos contêm os mesmos ingredientes ativos e são bioequivalentes aos medicamentos de marca, passando por testes rigorosos de segurança e eficácia. Logo, eles são tão eficazes quanto!

Quanto maior for à dose do suplemento, mais são os benefícios à saúde

MITO! O excesso de suplementos pode ser perigoso. Inclusive, algumas vitaminas e minerais, como a vitamina D e o ferro, podem causar toxicidade se consumidos em doses muito altas por períodos prolongados.

Nem todo suplemento tem evidências científicas robustas que comprovem seus benefícios

VERDADE! A indústria de suplementos é ampla e diversificada. Por isso, a pesquisa sobre os efeitos de muitos suplementos pode não ser tão extensa ou conclusiva quanto a pesquisa sobre medicamentos.

Assim, enquanto alguns suplementos são bastante estudados em ensaios clínicos controlados e revisões sistemáticas, outros têm evidências limitadas ou baseadas em estudos de baixa qualidade.

Além disso, a falta de regulamentação rigorosa em comparação com medicamentos também contribui para a comercialização de suplementos baseados em estudos preliminares que não foram replicados ou validados por pesquisas subsequentes.

Todos os remédios viciam

MITO! Alguns remédios têm potencial para causar dependência, como analgésicos e alguns tranquilizantes. No entanto, muitos outros medicamentos são seguros quando usados conforme as instruções médicas.

A biodisponibilidade do suplemento pode mudar conforme a marca

VERDADE! A biodisponibilidade significa o quanto e quão rápido o nosso corpo consegue absorver e usar os nutrientes.

Então, quando falamos sobre suplementos, a biodisponibilidade pode variar conforme a forma em que os nutrientes são apresentados.

Por exemplo, algumas marcas oferecem os nutrientes em suas formas ativas para facilitar a absorção. A vitamina D, por exemplo, muitas vezes é encontrada como colecalciferol, também chamada de vitamina D3.

Além disso, alguns suplementos também possuem ingredientes extras para potencializar a absorção. Um exemplo clássico é a combinação de cálcio com vitamina D, que forma a combinação perfeita para o corpo absorver melhor o cálcio.

Referências

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CRIVELIN, V. X. et al. SUPLEMENTOS ALIMENTARES: PERFIL DO CONSUMIDOR E COMPOSIÇÃO QUÍMICA. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 69, p. 30-36, 2018.

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NEVES, D. C. G. et al. CONSUMO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES: ALERTA À SAÚDE PÚBLICA. Revista Brasileira de Economia Doméstica, v. 28, n. 1, p. 224-238, 2017.

SILVA, J. C. S.; SOUZA, F. C. R.; AOYAMA, E. A. A INCIDÊNCIA DO USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde, v. 2, n. 1, p. 95-99, 2020.

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