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Ômega 3 faz mal para o fígado? O que a ciência diz e quando ter cuidado

Ômega 3 faz mal para o fígado? O que a ciência diz e quando ter cuidado

Ômega 3 faz mal para o fígado? Essa é uma dúvida comum, especialmente entre pessoas que já receberam o diagnóstico de gordura no fígado ou se preocupam com a saúde hepática.

Apesar de ser uma gordura, o ômega 3 não prejudica o fígado. Pelo contrário: estudos científicos mostram que ele atua como um importante aliado na proteção hepática.

A preocupação faz sentido. Cerca de 35% dos brasileiros acima dos 35 anos têm algum grau de gordura no fígado, segundo dados divulgados pela UOL. Nesse contexto, é natural questionar se um suplemento à base de gordura poderia sobrecarregar o órgão.

No entanto, evidências publicadas em revistas como Annual Review of Nutrition, demonstram que o ômega 3 tem efeito anti-inflamatório e regulador do metabolismo hepático. O próprio Ministério da Saúde reconhece seus benefícios em casos de esteatose hepática.

Por que existe essa preocupação com ômega 3 e fígado?

A principal confusão está no fato de o ômega 3 ser classificado como uma gordura. Em um cenário onde a gordura no fígado é cada vez mais comum, muitas pessoas associam automaticamente “mais gordura” a “mais prejuízo”.

Mas nem toda gordura age da mesma forma.

  • gorduras saturadas e trans favorecem inflamação e sobrecarga hepática;

  • o ômega 3, por outro lado, é uma gordura poli-insaturada com ação protetora.

Além disso, mitos sobre suplementação reforçam o receio de que suplementos “forcem” o fígado. Quando falamos de ômega 3 de qualidade, com pureza comprovada, a ciência mostra exatamente o efeito oposto.

Para entender melhor em quais situações é preciso atenção, vale consultar o conteúdo da Vhita sobre contraindicações do ômega 3.

O que dizem os estudos científicos sobre ômega 3 e fígado?

Instituições brasileiras conduziram estudos relevantes sobre ômega 3 e saúde hepática.

  • USP: tese demonstrou melhora significativa da esteatose hepática com suplementação de ômega 3;

  • UFMG: estudo mostrou aumento de EPA e DHA séricos e redução da gordura no fígado após seis meses;

  • Revista Brasileira de Cirurgia: observou redução de gama-GT em pacientes após hepatectomia;

  • Sociedade Brasileira de Hepatologia: reconhece o ômega 3 como aliado no manejo da doença hepática gordurosa não alcoólica.

Esses dados reforçam que o ômega 3 é visto como parte da estratégia nutricional de cuidado com o fígado.

Benefícios comprovados do ômega 3 para o fígado

Redução da gordura no fígado

O ômega 3 atua principalmente em dois mecanismos:

  • aumenta a oxidação de gorduras;

  • reduz a produção de gordura pelo próprio fígado.

Estudos mostram reduções entre 20% e 35% da esteatose hepática após cerca de seis meses com doses em torno de 1.500 mg diários de EPA + DHA.

Ação anti-inflamatória

EPA e DHA reduzem citocinas inflamatórias como TNF-alfa e interleucina-6, protegendo as células hepáticas.

Isso é importante porque a inflamação crônica pode levar à progressão da gordura no fígado para quadros mais graves. A suplementação ajuda a interromper esse processo.

Melhora da sensibilidade à insulina

A resistência à insulina é um dos principais fatores por trás da esteatose hepática.

O ômega 3 melhora a resposta das células à insulina, o que reduz a produção excessiva de gordura no fígado e contribui para o equilíbrio metabólico.

Quando ter cuidado com o uso de ômega 3?

Dosagens excessivas

Embora seja seguro, o consumo acima de 5 g diários pode causar peroxidação lipídica, quando as gorduras passam a gerar radicais livres.

Por isso, as doses mais utilizadas em estudos ficam entre:

  • 1.000 a 3.000 mg por dia, dependendo do objetivo.

Para entender melhor a quantidade ideal, o guia da Vhita sobre quantas cápsulas de ômega 3 tomar pode ajudar.

Interações medicamentosas

É importante atenção em alguns casos:

  • uso de anticoagulantes;

  • doenças hepáticas avançadas;

  • uso de medicamentos para diabetes.

Nessas situações, o acompanhamento médico é essencial.

Quem tem gordura no fígado pode tomar ômega 3?

Sim, pessoas com esteatose hepática estão entre as que mais se beneficiam da suplementação.

A Sociedade Brasileira de Hepatologia inclui o ômega 3 nas recomendações nutricionais para essa condição. Estudos mostram melhora da gordura hepática, das enzimas do fígado e da inflamação após alguns meses de uso contínuo.

Para mais detalhes, vale consultar o conteúdo da Vhita sobre quem pode tomar ômega 3.

Como escolher o melhor ômega 3 para saúde hepática?

Forma triglicerídeo (TG)

O Ômega 3 TG apresenta absorção superior ao éster etílico, sendo cerca de 50% mais biodisponível, segundo estudos farmacológicos.

Isso significa mais benefício com menos cápsulas.

Concentração de EPA e DHA

Para o fígado:

  • EPA tem ação anti-inflamatória mais intensa;

  • DHA contribui para a saúde celular e metabólica.

Produtos de qualidade devem oferecer pelo menos 60% de EPA + DHA combinados.

Certificação IFOS

A certificação IFOS garante pureza, ausência de contaminantes e estabilidade do produto, fator essencial para quem já tem sensibilidade hepática.

Dosagem recomendada para proteção hepática

  • Prevenção: cerca de 1.000 mg/dia

  • Redução da esteatose: entre 1.500 e 3.000 mg/dia

A constância é mais importante do que doses altas esporádicas. O ideal é consumir junto das refeições e manter o uso contínuo.

Perguntas frequentes sobre ômega 3 e fígado

Ômega 3 faz mal para o fígado?

 Não. Nas doses recomendadas, ele protege o fígado e reduz a gordura hepática.

Quem tem esteatose pode tomar ômega 3?

 Sim, inclusive é recomendado por sociedades médicas.

Ômega 3 em excesso pode causar problemas?

 Apenas em doses muito altas, acima de 5 g diários.

Ômega 3 substitui medicamentos?

 Não. Ele atua como complemento nutricional, não substitui tratamento médico.

 


 

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O ômega 3 é um aliado comprovado da saúde hepática quando utilizado com qualidade, dosagem adequada e orientação.

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Fontes e referências utilizadas

  1. UOL/Estudo brasileiro sobre gordura no fígado (2023): https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/04/14/estudo-351-acima-dos-35-tem-gordura-no-figado-e-maior-risco-de-diabetes.htm

  2. Research Society Development - Suplementação ômega 3 e esteatose (2020): https://rsdjournal.org/rsd/article/download/5866/5250/28869

  3. Vhita - Redução de triglicerídeos com ômega 3: https://www.vhita.com.br/blogs/conteudos/reduzindo-triglicer-deos-com-mega-3-a-dosagem-e-o-tipo-epa-que-funcionam

  4. Vhita - Como tomar ômega 3 para emagrecer: https://www.vhita.com.br/blogs/conteudos/como-tomar-omega-3-para-emagrecer

  5. Frontiers in Nutrition - Deficiência ômega 3 e esteatose (2025): https://www.frontiersin.org/journals/nutrition/articles/10.3389/fnut.2025.1524830/full

  6. MDPI Nutrients - DHA e fibrose hepática (2020): https://www.mdpi.com/2072-6643/12/11/3372

  7. Folha de São Paulo - Peixe e gordura no fígado (2025): https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/comer-peixe-pode-ajudar-a-evitar-gordura-no-figado-aponta-estudo.shtml

  8. Revista Brasileira de Cirurgia - Ômega 3 pós-hepatectomia (2015): https://www.scielo.br/j/rcbc/a/4dcFwQ3Xh8BqkypYcqL4rfj/?format=pdf&lang=pt

  9. Vhita - Quem pode tomar ômega 3: https://www.vhita.com.br/blogs/conteudos/quem-pode-tomar-omega-3

  10. Sociedade Brasileira de Hepatologia - Diretrizes DHGNA

  11. Annual Review of Nutrition - Metabolismo lipídico hepático

  12. PLoS One - Ômega 3 e sensibilidade à insulina

  13. Journal of Hepatology - Efeitos hepatoprotetores

  14. Ministério da Saúde - Tratamento esteatose hepática

  15. International Fish Oil Standards (IFOS) - Certificação de qualidade

 

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